Hoje fazem dois meses desde que eu deixei as terras do Tio Sam e vim para o Brasil.
E por esse motivo, preciso desabafar.

Quando você vive algo que você sempre sonhou, cada minuto parece eterno, e ao mesmo tempo parece que passa num piscar de olhos. Ou pelo menos era assim que eu me sentia.
Vivi cada dia como se fosse o primeiro, uma experiência nova, e também como se fosse o último, aproveitando cada segundo sabendo que em qualquer momento tudo aquilo acabaria. Fiz amigos que me acompanharam em aventuras e estiveram ao meu lado nos momentos de saudade, pessoas que entraram na minha vida e eu espero que permaneçam nela para sempre.

Me apaixonei por lugares que não imaginava que existiam, ou que algum dia iria poder visitar. Cresci e me conheci. Me encontrei e finalmente descobri o que eu quero ser, e o que sou. Percebi as escolhas erradas que fiz, mas que algumas delas me levaram para onde eu deveria estar, e no final, elas não estavam tão erradas assim. Como dizem, Deus escreve certo por linhas tortas. E por mais tortas que essas linhas possam ser, elas me ajudaram a encontrar o caminho pelo qual sempre desejei seguir, só ainda não sabia.

Encontrei um amor. Amei como nunca amei ninguém. Chorei quando pensava que teria de partir. Ele me entendeu, entendeu que eu teria que ir embora, mas me prometeu seu amor. Disse que mesmo distantes, eu seria dele, e ele seria meu. "I'll be yours and you'll be mine". E, apesar da dor, isso acalmou meu coração. Chorei quando parti. Mas eu sabia, e ainda sei, que mesmo se não der certo, a gente tentou, e não acabou por falta de amor.

A saudade dói, dói muito. Sentimento que veio pra ficar e nunca mais ir embora. Mas a vida segue, e a gente não pode parar. Quero um dia poder voltar, voltar para onde me senti completa, realizada e feliz. Voltar para os braços de um amor que tive de deixar, inevitavelmente. Voltar a viver um sonho, sem medo de que ele possa acabar, sem prazo de validade.

Ê, saudade. Ê, vida.

Tata.


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